segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Triângulo do Medo (2009): Crítica

Um grupo de amigos decide fazer um passeio de barco para descontrair, mas a situação acaba tomando rumos inesperados e a vida de cada um fica comprometida. É um suspense que se impulsiona no mistério: a medida que a história avança, mais pontas soltas aparecem, e isso instiga a mente do espectador, ainda mais com o elemento de viagem no tempo inserido. Há vários pontos pequenos que não parecem ter muita relevância para a história mas que depois acabam se mostrando em outra perspectiva.

Há uma certa frieza em todos os personagens, o que faz com que suas vidas não interesse muito. A personagem principal também, desde o começo parece desajustada, conversa pouco, e quase nada se sabe sobre ela. Até a relação com o filho é vaga. Causa um pouco de claustrofobia por variar muito pouco nos cenários e depois de um certo tempo cansa, até ganhar força novamente. Algumas tomadas de decisões soam como incompreensíveis, há furos na história e algumas possibilidades não exploradas deixam um certo vazio. Mas a obra inova e faz seu público pelo menos inquietar-se, fazendo revelações até o último frame. 

Nota: 8.4

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