Os protagonistas da história, vividos por Sandra Bullock e Keanu Reeves estão separados dois anos no tempo, mas o fato de terem morado na mesma casa parece unir os dois, e faz com que possam se comunicar através de cartas, que chegam imediatamente de um para o outro. Ela é uma médica que acabou se dedicando muito mais a carreira do que a vida pessoal. Ele é um arquiteto frustrado que enfrenta grandes problemas com o pai por conta de escolhas do passado.
Sem o fator físico no romance, as chances de química do casal e de empolgação por parte de quem assiste eram bem menores, mas mesmo assim o filme surpreende, com um carinho progressivo e natural entre eles. É muito bom de se acompanhar cada revelação que um faz para o outro, e como a relação deles se expande para quase uma confissão total. Há um mistério e charme nessa comunicação atípica, que se eleva até com as dificuldades. Há um senso de desastre muito presente, combatido pela vontade de que tudo termine bem. Em algumas partes há um pouco de pressa. Nos raros momentos em que os personagens se veem, não é tão arrebatador quando poderia, mas mesmo assim, se trata de uma grande história de amor, que emociona em vários de seus tratamentos.
Nota: 9.2

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