terça-feira, 14 de novembro de 2017

Corra, Lola, Corra (1998): Crítica

O namorado de Lola lhe liga e diz ter esquecido 100 mil em alguma unidade monetária no trem, e agora um gangster que o mandou para o trabalho irá lhe matar em vinte minutos por conta disso. Começa então uma jornada frenética de Lola na busca para chegar até seu namorado  e ainda arrumar o dinheiro nesse tempo. É uma obra corajosa, desde as primeiras citações e falas, o monólogo introdutório, os créditos, tudo busca se diferenciar.  Algumas ideias parecem boas, outras são falhas e desmentidas até mesmo durante o filme.

O espectador se vê um pouco perdido em meio à tantos ângulos e cortes bruscos, é algo com que vai se acostumando durante a produção. Nem Lola nem seu namorado parecem muito espertos pelas escolhas que tomam, e não há vínculo emocional com eles, por não se saber nada nem de um nem de outro. As sub-histórias que são apresentadas no filme, não convencem, soam apenas pretensiosas.Os vinte minutos parecem ser bem mais, o elemento de volta no tempo também está mal usado, e a parte final, que deveria conter a maior energia, é quando o filme perde a força. Embora enjoe um pouco na sua estrutura, conta com alguns bons diálogos e algumas camadas em seus personagens. Há uma extrema facilitação narrativa para chegar ao ponto que se deseja. Fecha ameno. 

Nota: 5.8

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Sem Segurança Nenhuma (2012): Crítica

Três jornalistas viajam para uma pequena cidade atrás de um homem que anunciou no jornal estar procurando uma companhia para viajar no tempo. Deles, um quer rever uma antiga namorada, outro é muito novo e viveu poucas experiências aventureiras. Apenas Darius (Aubrey Plaza) parece realmente interessada na matéria. Sua personagem tem um motivo especial para isso, e desde o primeiro ato, é nítido seu desajuste frente ao mundo.

Já Kenneth (Mark Duplass), quem diz poder viajar no tempo, é bastante medroso e paranoico, fechado e peculiar. Ele acredita que há pessoas o seguindo atrás da máquina do tempo, além de submeter-se a um treinamento bem estranho para a viagem. Por algum motivo, Darius se sente cativada. O filme faz um bom tratamento para que a plateia descubra as coisas aos poucos, assim como faz para que fique com a pulga atrás da orelha sobre a máquina. As três histórias contadas aqui poderiam ter ápices mais altos, mas fazem um bom trabalho de sustentação até o ato final. Todas as dificuldades da narrativa se desenvolvem com rapidez, mas dentro do que se propõe, o filme é justo consigo. É um trabalho de sugestões.

Nota: 8.5

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As Patricinhas de Beverly Hills (1995): Crítica

Cher é uma menina não muito diferente das demais, que gosta de shopping, de persuadir os professores para aumentar sua nota, de chamar a atenção de todos que cruzam seu caminho. E embora mantenha a pose, a garota frágil que luta pra ser mais do que rótulos é fácil de ser percebida. Na história, há vários focos, como se fossem pequenas crônicas dentro da obra.

Na parte de escola, falta um pouco de vida, ou mais realidade nos personagens. Na parte familiar e amorosa, não é muito diferente. O filme até se sai bem nos vários caminhos que percorre mas falta um mergulho, que diferencie mais a obra. Mas se as amizades ou a popularidade de Cher não convencem tanto, ainda assim, sua personagem é muito carismática e toda sua solidariedade e sua busca por encontrar-se parece muito real, sendo impossível não torcer por ela.  É um filme encantador e que marcou uma geração.

Nota: 7.4

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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A Ressaca (2010): Crítica

Quando um homem tenta suicídio, seus dois maiores amigos e o sobrinho de um deles, decidem o levar para um resort de esqui, onde passaram grandes dias em décadas passadas. Depois de encontrarem o lugar bastante modificado,  os amigos acabam voltando no tempo através de uma banheira de hidromassagem do local. Há a vontade de fazer com que suas vidas deem certo, já que um tentou se matar, o outro descobriu que foi traído pela mulher e o outro se separou recentemente, além do sobrinho que vive em jogos online e pouco sai de casa. 

Se trata de uma comédia, então quase nada se leva a sério. Depois da premissa criada em cima do resort, o que se segue desaponta um pouco, além de um trato entre eles em não modificar o passado, o que também impede algumas boas situações. Há um romance que poderia ser mais bem trabalhado, assim como a amizade entre eles. O ponto forte da história fica na ideia central da trama, e também as boas piadas espalhadas por sua produção. O final acaba sendo tão improvável que frustra um pouco também.

Nota: 8.0

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Looper- Assassinos do Futuro (2012): Crítica

Joe é um assassino de pessoas enviadas do futuro, já que matá-las no passado não deixaria pistas. Quando precisa matar a si mesmo, acaba se deixando escapar, e suas duas versões precisam lutar para continuarem vivas. Joe é um anti-herói, com poucas qualidades e um grande apreço pelo dinheiro, e que mesmo sabendo se tratar de si mesmo, não poupa seus esforços para matar seu "eu futuro", não desistindo da ideia nem quando o Joe mais velho conta suas motivações para não aceitar a morte.

Há boas ideias aqui e uma boa construção de mundo, nas armas e no salário de cada assassino, entre outras coisas. A narração bem pontual ajuda a entender a trama mas sem jogar tudo para o espectador. A ação também é bem dosada para só ser usada quando necessária. Também há uma boa maquiagem em Joseph Gordon-Levitt para que fique parecido com Bruce Willis, sua versão mais velha, o que garante um tom mais realista ao filme. Também há bons personagens secundários que abrilhantam as cenas, assim como as cenas de ação e fuga. O filme conta com alguns furos na sua estrutura mas diverte, é bem conduzido, escrito, e vai além daquilo que a sinopse sugere.

Nota: 9.3

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Donnie Darko (2001): Crítica

Já havia visto esse filme há algum tempo, mas resolvi revê-lo por lembrar de muitas poucas coisas na história. Escrito e dirigido por Richard Kelly, esse grande cult dos anos 2000 mostra um garoto que tem visões de um coelho gigante que lhe dá a data do fim do mundo, que será em breve. Além disso, o coelho o estimula a realizar alguns atos de vandalismo. 

Primeiro, esse é um filme com um forte elenco. Jake Gylenhaal, Patrick Swayze, Drew Barrymore, Seth Rogen... Sobre Donnie, além de ser um sujeito com problemas na família, na escola, e poucos amigos, não é muito interessante. Aliás, nem o coelho que ele vê, pois acaba tendo poucos momentos em cena, nem o começo de romance que é apresentado. Há boas ideias aqui, como a turbina que cai no quarto de Donnie, a leitura e a interpretação dos atos vândalos, a velha da estrada, buracos de minhoca, há muitos temas aqui, mas poucos com um bom tratamento.

O filme é confuso, não por ser muito "cabeça", mas por falhas de transmissão da mensagem. Conta com cenas memoráveis, uma boa ruptura com o padrão, pouca apelação, valorização dos detalhes, bons estudos de personagens e sobre a vida. Há elementos que não se justificam, e todo o clímax causado com a ideia de fim do mundo decepciona também. Mas é um filme que faz pensar, acima da média, e que se não agrada, choca quem o assiste, o que é bom.

Nota: 6.8

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Cinco Anos de Noivado (2012): Crítica

Após Tom (Jason Segel) pedir Violet (Emily Blunt) em casamento, o relacionamento deles acaba tomando rumos novos que fazem com que o casório acabe sendo adiado. E enquanto a celebração não vem, é o amor entre eles que é testado, em especial pela mudança de cidade que eles fazem para que Violet possa fazer sua pós-graduação, mas Tom acaba encontrando dificuldades para adaptar-se e para se firmar profissionalmente. 

A história não foca muito no começo do relacionamento, se nutrindo apenas de um flashback. O casal não é dos mais avassaladores, mas também não é de todo mau. As mudanças que acontecem com ambos parece afastá-los. Há também um certo ciúmes da irmã dela e do melhor amigo dele, que se casaram, tiveram uma filha, além dele ocupar o emprego que era dele antes de se mudarem. Por algum motivo, eles adiam o casamento ao máximo, esperando a vida estar perfeita para o matrimônio. A história é um pouco fria, algumas piadas com um pouco mau gosto e nada de novo a acrescentar no tema, além de uma pesquisa sobre donuts que não me convenceu. Há algumas piadas e uma leveza nos personagens/ações que salvam.

Nota: 6.0

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A Morte Te Dá Parabéns (2017): Crítica

Tree Gelbman é uma adolescente que acaba sendo assassinada no dia do seu aniversário, por alguém mascarado. Então, a personagem se vê condenada a viver várias vezes o mesmo dia, até que consiga descobrir quem está a matando e como pará-lo. Mas, por ser uma pessoa bastante antipática, o que não falta são suspeitos. Passando pelo cara que dormiu com ela e foi esnobado depois, o ex que ela não dá bola, a colega de quarto, as amigas de fraternidade, o professor com quem tem um caso secreto, entre outros. Assim, sobram possibilidades para serem exploradas pelo público bem como temáticas para serem abordadas ao longo de seus 93 minutos.

Como a história se passa em um dia que se repete, há um bom dinamismo nas ações ocorridas nele para que não fique muito chato. As mortes se diversificam bastante de lugar, e também mudam de tom: se as primeiras são mais tensas e amedrontadoras, as seguintes são mais ágeis e num tom muito menos assombroso. É um bom trabalho de criar padrões e rompê-los, adicionar revelações à obra e fazer a protagonista e suas interações progredirem. Há uma certa loucura na protagonista que começa a aparecer mas não vai para frente, mas a mudança da personagem é notável.  O vilão tem um humor negro e uma virilidade que impressiona, além do mistério que instiga. A protagonista parece mais centrada do que deveria numa situação dessas, mas é um erro pequeno diante das inovações e da fluidez do filme. A trama ainda conta com um plot twist que acerta em cheio.

Nota: 9.7

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A Casa do Lago (2006): Crítica

Os protagonistas da história, vividos por Sandra Bullock e Keanu Reeves estão separados dois anos no tempo, mas o fato de terem morado na mesma casa parece unir os dois, e faz com que possam se comunicar através de cartas, que chegam imediatamente de um para o outro. Ela é uma médica que acabou se dedicando muito mais a carreira do que a vida pessoal. Ele é um arquiteto frustrado que enfrenta grandes problemas com o pai por conta de escolhas do passado.

Sem o fator físico no romance, as chances de química do casal e de empolgação por parte de quem assiste eram bem menores, mas mesmo assim o filme surpreende, com um carinho progressivo e natural entre eles. É muito bom de se acompanhar cada revelação que um faz para o outro, e como a relação deles se expande para quase uma confissão total. Há um mistério e charme nessa comunicação atípica, que se eleva até com as dificuldades. Há um senso de desastre muito presente, combatido pela vontade de que tudo termine bem. Em algumas partes há um pouco de pressa. Nos raros momentos em que os personagens se veem, não é tão arrebatador quando poderia, mas mesmo assim, se trata de uma grande história de amor, que emociona em vários de seus tratamentos.

Nota: 9.2

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Triângulo do Medo (2009): Crítica

Um grupo de amigos decide fazer um passeio de barco para descontrair, mas a situação acaba tomando rumos inesperados e a vida de cada um fica comprometida. É um suspense que se impulsiona no mistério: a medida que a história avança, mais pontas soltas aparecem, e isso instiga a mente do espectador, ainda mais com o elemento de viagem no tempo inserido. Há vários pontos pequenos que não parecem ter muita relevância para a história mas que depois acabam se mostrando em outra perspectiva.

Há uma certa frieza em todos os personagens, o que faz com que suas vidas não interesse muito. A personagem principal também, desde o começo parece desajustada, conversa pouco, e quase nada se sabe sobre ela. Até a relação com o filho é vaga. Causa um pouco de claustrofobia por variar muito pouco nos cenários e depois de um certo tempo cansa, até ganhar força novamente. Algumas tomadas de decisões soam como incompreensíveis, há furos na história e algumas possibilidades não exploradas deixam um certo vazio. Mas a obra inova e faz seu público pelo menos inquietar-se, fazendo revelações até o último frame. 

Nota: 8.4

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Será Que? (2013): Crítica

Aqui temos um jovem perdido após seu último relacionamento (o que lhe fez trancar o curso na faculdade e se isolar socialmente), que encontra uma mulher que acende suas esperanças no amor novamente, até descobrir que ela já tem namorado. Mesmo tentando se afastar após a descoberta, ambos voltam a se aproximar e a amizade entre eles vai se intensificando.

Os dois funcionam como pessoas desajustadas e sonhadoras, os personagens secundários (amigo dele, irmã dela), tem seus momentos, embora sejam unilaterais e exerçam funções específicas na trama. O atual dela diferente de alguns outros filmes do gênero, não é um babaca total, dificultando mais o desfecho. Há também boas piadas. O filme tem seu charme e discorre bem no tema amoroso, se diferenciando um pouco dos demais do gênero. Falta um pouco de gás e há certos exageros nas personalidades dos principais, mas conta com boas sacadas, entretém e chega ainda com fôlego no fim. E é sempre bom ver o Daniel Radcliffe em um personagem que não seja o Harry Potter. 

Nota: 8.0

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Para Sempre (2012): Crítica

Baseado em fatos reais. Com Channing Tatum e Rachel McAdams nos papéis principais, conta a história de um belo casal onde ambos têm a vida revirada após um acidente de carro. Ela acaba tendo danos no cérebro e esquece alguns anos de sua vida, todos que conviveu com seu esposo. O caso fica pior porque foram anos muito decisivos em sua vida, quando se afastou da família, se mudou, terminou um noivado, trancou o curso de direito e foi investir em outra área. Dessa forma, tudo que cerca o marido, agora um estranho para ela, lhe soa como novo e não como familiar, além de não entender algumas tomadas de decisões que deu em sua vida.

Ele se mostra muito compreensivo, tentando recuperar sua mulher, tentando lhe conquistar novamente e escondendo toda a dor que enfrenta. Tenta também lhe mostrar fotos ou vídeos para que sua memória possa voltar, mas os esforços parecem todos em vão. A história lembra um pouco "Como Se Fosse A Primeira Vez", mas tem uma pegada muito mais dark. A personagem de McAdams parece sempre perdida, e isso gera um pouco de frustração em quem assiste. Falta também um começo para os dois, já que os flashbacks inserem sua premissa de maneira muito rápida. A situação gera bastante apreensão, atenuada com alguns momentos afetivos. 

Nota: 8.7

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(Des)encontro Perfeito (2015): Crítica

A história acompanha uma mulher com várias dificuldades para arrumar um namorado, devido a seus gostos peculiares e dificuldade em socializar-se. Porém, ela sem querer acaba confundida por um homem como seu par em um encontro às cegas. Por algum motivo, ela não desfaz o mau entendido e segue no papel. Um ponto positivo é o lado humano do casal principal. Ambos são mais velhos e não muito bonitos, além de terem várias falhas de personalidade. 

No começo, o filme vai bem no primeiro contato entre eles, mas acaba perdendo a força no decorrer quando falta entusiasmo nesse encontro. Um pouco depois ele se recupera, até percorrer o caminho comum de uma comédia romântica. Como a maior parte do filme se passa em um dia, é bom ver os avanços da relação e a forma com que os protagonistas de relacionam. Há dois momentos de clímax (o segundo é maior que o primeiro), mas o interessante mesmo são os nuances da relação, com destaque para a primeira parte no boliche e no bar quando encontram a ex dele. Diverte e motiva.

Nota: 8.4

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Muito Bem Acompanhada (2005): Crítica

Kat Ellis para ir no casamento da irmã, onde seu ex será padrinho, decide contratar um acompanhante para parecer que está resolvida amorosamente. O acompanhante é bonito e charmoso, o que facilita para o plano sair como esperado , a não ser o afeto que acaba surgindo entre eles. A obra conta com uma boa trilha sonora e dosa bem seu humor e romance. Todos os personagens, como os pais da protagonista, as amigas dela, a irmã, o noivo, o ex, o acompanhante, ganham força em algum momento da obra.

Talvez falte um pouco de química entre Kat e seu acompanhante, já que ele sempre parece misterioso demais, e até o beijo e o sexo entre é um pouco insosso. Logicamente, há bons momentos entre eles, e diálogos prazerosos, mas não num todo. Os desdobramentos finais caminham numa boa direção, com algumas revelações fortes e algumas reflexões e análises possíveis que ficam no ar. É um filme leve e gostoso de se assistir, que soa como um "Uma Linda Mulher" versão masculina, com seus erros mas um saldo positivo.

Nota: 8.1

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Três Vezes Amor (2008): Crítica

Will (Ryan Reynolds) vive um momento difícil na vida, tanto no trabalho quanto em casa: está se separando de sua esposa com quem conviveu por uma década, e inclusive teve uma filha, com 10 anos na trama. A filha a propósito, não parece feliz com a situação e após fazer muitas perguntas ao seu pai, ele decide então, contar para ela a história de sua vida, mas mudando os nomes reais das pessoas para que ela não saiba quem é sua mãe na história. Desde sua mudança de Wiscosin para Nova York quando queria se arrumar na carreira política, e passando por três grandes casos amorosos.

A história conta com várias reviravoltas, de personagens sumindo e reaparecendo, o que garante um certo suspense no mistério que propõe, além de garantir um certo charme e química entre Will e todas suas namoradas, criando incógnitas no público. As análises de sua vida fazem o próprio personagem ver sua vida de um ponto de vista novo, enquanto relembra detalhes que deram rumos importantes a sua vida. Nem tudo na narração parece realista, mas a história, embora não inove, empolga e aguça os melhores sentimentos em quem assiste, além de contar com uma Isla Fisher num papel muito cativante e amável.

Nota: 9.4

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Diário de uma Paixão (2004): Crítica

Sempre tive um pé atrás com esse filme por parecer muito água com açúcar e apelativo. Encarei o desafio pelos grandes fãs que carrega e também por gostar muito da Rachel McAdams. E me surpreendi positivamente com a obra, por vários aspectos. Primeiro, há uma boa química e humor entre o casal. Ambos parecem interessantes, há a pulsação da juventude estimulando os dois, além de trazer um grande tom nostálgico a trama posteriormente. Depois, as impossibilidades impulsionam a obra, com todas as dificuldades que os dois passam por virem de mundos diferentes,e todos os desencontros e azares que se seguem.

O filme nunca perde o interesse, mesmo quando parecer caminhar em círculos. O modo de narração da história adotado também fortalece a atemporalidade da história, o ritmo e também seu encanto. O amor de ambos e todos os sentimentos contraditórios que causam no casal são muito verossímeis. Quando o filme chega no terceiro ato, alguns fatos são revelados e a obra ganha outra camada, que mesmo quando parece querer fazer curativo em seu público com um ponto alegre, continua pesada e melancólica. Toda a dor que os personagens sentem, assim como as disparidades entre presente e passado aumentam ainda mais a tristeza do ambiente. Tem cenas memoráveis, além de ter uma difícil digestão.

Nota: 10.0

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Recém-formada (2009): Crítica

Esse filme trabalha com um grande dilema na vida de todas as pessoas que estão entrando na vida adulta. Ryden Malby sempre foi uma aluna dedicada e com vários planos para o futuro, mas assim que termina a faculdade, descobre que as coisas podem ser mais difíceis, além de ter em conflito aquilo que ela realmente quer. Assim, a protagonista se vê obrigada a voltar a morar com os pais, além de ter que aceitar empregos muito aquém da sua formação, enquanto vê colegas de turma com a carreira deslanchando. 

Além do lado profissional, há outros dois conflitos: amoroso, com o personagem de Rodrigo Santoro, um vizinho mais velho e charmoso, e Adam, um grande amigo que está em outra fase: entrando na faculdade. Há também o familiar, com o irmão mais novo (com o qual vive brigando) que quer vencer uma corrida de carrinhos, a avó que acha que a morte está próxima e procura um bom caixão para descansar, e o pai, interpretado por Michael Keaton, que para mim é o grande personagem do filme, com seu lado cômico, aventureiro e solidário. É um filme que faz refletir.

Nota: 7.6

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