Sempre tive um pé atrás com esse filme por parecer muito água com açúcar e apelativo. Encarei o desafio pelos grandes fãs que carrega e também por gostar muito da Rachel McAdams. E me surpreendi positivamente com a obra, por vários aspectos. Primeiro, há uma boa química e humor entre o casal. Ambos parecem interessantes, há a pulsação da juventude estimulando os dois, além de trazer um grande tom nostálgico a trama posteriormente. Depois, as impossibilidades impulsionam a obra, com todas as dificuldades que os dois passam por virem de mundos diferentes,e todos os desencontros e azares que se seguem.
O filme nunca perde o interesse, mesmo quando parecer caminhar em círculos. O modo de narração da história adotado também fortalece a atemporalidade da história, o ritmo e também seu encanto. O amor de ambos e todos os sentimentos contraditórios que causam no casal são muito verossímeis. Quando o filme chega no terceiro ato, alguns fatos são revelados e a obra ganha outra camada, que mesmo quando parece querer fazer curativo em seu público com um ponto alegre, continua pesada e melancólica. Toda a dor que os personagens sentem, assim como as disparidades entre presente e passado aumentam ainda mais a tristeza do ambiente. Tem cenas memoráveis, além de ter uma difícil digestão.
Nota: 10.0

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