Tree Gelbman é uma adolescente que acaba sendo assassinada no dia do seu aniversário, por alguém mascarado. Então, a personagem se vê condenada a viver várias vezes o mesmo dia, até que consiga descobrir quem está a matando e como pará-lo. Mas, por ser uma pessoa bastante antipática, o que não falta são suspeitos. Passando pelo cara que dormiu com ela e foi esnobado depois, o ex que ela não dá bola, a colega de quarto, as amigas de fraternidade, o professor com quem tem um caso secreto, entre outros. Assim, sobram possibilidades para serem exploradas pelo público bem como temáticas para serem abordadas ao longo de seus 93 minutos.
Como a história se passa em um dia que se repete, há um bom dinamismo nas ações ocorridas nele para que não fique muito chato. As mortes se diversificam bastante de lugar, e também mudam de tom: se as primeiras são mais tensas e amedrontadoras, as seguintes são mais ágeis e num tom muito menos assombroso. É um bom trabalho de criar padrões e rompê-los, adicionar revelações à obra e fazer a protagonista e suas interações progredirem. Há uma certa loucura na protagonista que começa a aparecer mas não vai para frente, mas a mudança da personagem é notável. O vilão tem um humor negro e uma virilidade que impressiona, além do mistério que instiga. A protagonista parece mais centrada do que deveria numa situação dessas, mas é um erro pequeno diante das inovações e da fluidez do filme. A trama ainda conta com um plot twist que acerta em cheio.
Nota: 9.7

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