Judd Apatow é um dos diretores que melhor soube aliar comédia e drama, quase criando um subgênero. Todos seus filmes (embora poucos mas todos bons) partilham certas características (a longa duração, a dificuldade amorosa, a crise de identidade), mas sempre com algo diferente. Esse ainda conta com Seth Rogen e Adam Sandlers, dois atores que eu particularmente, gosto muito.
A história parte de uma doença no personagem de Adam (um humorista consagrado), o que o faz refletir mais sobre a vida. Nessa jornada existencial, encontra o personagem de Rogen, em quem se vê anos atrás. A relação dos dois é bem trabalhada a partir das oposições entre eles, salientando ou conturbando-se com as falhas de conduta de ambos, sem nunca ser meloso demais. Depois da metade do filme, o filme se estica em um certo desdobramento que parecia episódico, e há boas desconstruções da expectativa do público, fugindo dos clichês. E embora haja pontos que podiam ser melhores trabalhados, é uma boa análise da morte, da amizade, do sucesso, do amor.
Nota: 7.7

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