segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Jogo Perigoso (2017): Crítica

Adaptação de um livro de Stephen King, se passa na maior parte do tempo com dois personagens (casal) em um único cenário: um quarto de uma casa do lago remota. Após um infarto inesperado do marido, a mulher que está algemada por um jogo sexual, precisa arrumar um jeito de se libertar antes que morra de fome/sede ou que algum maluco a encontre. E disso então parte uma longa análise, sobre a vida da protagonista e seu passado.

A complacência da mulher, seu mau relacionamento amoroso, a falta de amigos, os traumas que ela guarda consigo. Há um maior, envolvendo sua família, mostrado em flashbacks no longa. Além da análise, há um bom jogo de diálogos e descobertas pessoais, que fazem com que o filme não fique muito arrastado, revezando essas reflexões com ações práticas para sobrevivência. O final foi visto por muitos como expositivo demais, até ilógico, mas eu o vejo como uma forma de passar ao público as mudanças da protagonista. Além de ser congruente com a proposta do filme.

Nota: 8.3

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